quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ensaio Sobre a Paz de Espírito

Que tenhamos todos inteligência
E saibamos viver com elegância
E, oxalá, possamos dar importância
À simplicidade e à eloquência.

Não desprezemos - nunca - a experiência
E desenvolvamos a tolerância.
Que haja, em toda e qualquer circunstância,
Uma dose certa de complacência.

Que saibamos controlar a tendência
Que temos, de fugir para a arrogância
Porque é seguro que a relutância
Nos retorna em jeito de consequência.

Que valorizemos a persistência
E fechemos os braços à petulância
E jamais permitamos que a ânsia
Nos tome por completo a existência.

Ana Ramos,
11-06-2009

Hoje chamar-lhe-ia lenga-lenga, mas passou o tempo que a paz de espírito guarda

1 comentário:

  1. Ele disse que "o empirismo é um idealismo" mas o que é mesmo o dualismo?

    «Não desprezemos - nunca - a experiência»

    Falas dos velhos? Da ignorância? O que é desprezar a experiência se não sabemos o que é o «interior»?

    Experienciar-nos-emos a nós próprios? O que seria se o fizéssemos? Talvez o mesmo que entalar o dedo numa porta ou beber chá a ferver

    O que é mesmo que isso dirá do que nós somos?

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