segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ridículo de ser ridículo

Olá amigos,
Hoje é o meu dia de cair no ridículo e, como ainda tenho uns dias para o fazer, decidi: cair no ridículo (entendam, entendam... não estou a reflectir, não cheguemos a tanto). Ou talvez sim. Todos os dias, desde que acordo até acordar de novo, pesquiso em mim própria indícios de mim para tentar desenhar o mapa do tesouro. É assim há anos, mas todos os anos a folha aumenta de tamanho na razão do exponete que é o ano transacto. Mas têm-me envolvido o pensamento outras questões de natureza identitária distintas das anteriores, as quais eu estranho com uma leve sensação de nebulosidade óptica... Terei que dobrar a duração dos meus dias para que, desde que acordo até acordar de novo na segunda volta do meu primeiro dia, pesquise em nós indícios da nossa actividade para tentar desenhar um mapa do tesouro. Penso que seria menos difícil, mas, paradoxalmente, também impossível. Por isso não vou fazer mais do que agora para me manifestar sobre este tema, nestes pobres moldes. Poderei aceitá-lo como uma limitação minha e continuar em coma ou antes desligar as máquinas. Mas continuar em coma ou desligar as máquinas, é uma decisão que deve ser de todos, a menos que as energias do céu se unam para nos hacer un milagrito, plis!

Somos tão bem definidos de fronteiras, ou será que somos cera derretida e já seca? Eu sou vocês e como eu sou inactiva, vocês também o são? Ou sou-o em consequência de ser parte de algum de vocês que me incorpora? (Agora estou a reflectir, infelizmente). Poderá haver entre nós algo em comum? Somos nós quem o decide. Somos pacotes de cartão dispostos lado a lado numa garagem fechada e podemos ser a mobília de um castelo.

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